O Cadastro Ambiental Rural faz parte de diferentes trabalhos que já desenvolvi com propriedades rurais particulares.
Quando recebo uma demanda de CAR, procuro não tratar o trabalho apenas como o preenchimento de um cadastro. Antes de inserir qualquer informação, é importante compreender a propriedade, seus limites, a documentação existente e suas características ambientais.
A análise normalmente começa pelo perímetro do imóvel. Utilizo documentos, arquivos georreferenciados, imagens de satélite e bases cartográficas para verificar como aquela propriedade está representada territorialmente.
A partir daí, são avaliados os elementos ambientais que precisam compor o cadastro, como *Áreas de Preservação Permanente, cursos d’água, remanescentes de vegetação nativa, áreas rurais consolidadas e demais usos existentes na propriedade*.
O geoprocessamento tem um papel importante nessa etapa, principalmente para cruzar as informações do imóvel com diferentes bases e identificar situações que merecem uma análise mais detalhada.
Também já trabalhei com propriedades que possuíam CAR anteriormente elaborado e precisavam compreender melhor a situação do cadastro ou avaliar a necessidade de retificação.
Nesses casos, o trabalho passa por analisar aquilo que já foi declarado, comparar as informações com a documentação e com as características territoriais do imóvel e identificar possíveis inconsistências.
Gosto de enxergar o CAR como uma espécie de retrato ambiental da propriedade. Quanto melhor as informações forem analisadas antes do cadastro, maior a possibilidade de ele representar de forma coerente a realidade do imóvel.


